A ARTE NA CONTEMPORANEIDADE

A visão do artista plástico luso guineense, Francisco Pinto (Tchico)

A arte contemporânea na sua mais pragmática ascensão, no nosso mundo atual, renasce de uma nova forma e força avassaladora, encontrando AS suas raízes e sua face, definindo os seus preceitos e versatilidades, submetendo-nos a um rumo de pensamentos perdidos em nossas ideias. É nesta confusão da sua nova definição que renasce a sua diversidade.

Formando novas expressões através das cores e formas, como podem constatar na nossa sociedade atual, as categorias artísticas já não são mais levadas a letra. Na definição ou classificação de uma obra, já não se sabe ao certo como classificar uma obra, hoje em dia já não se produz uma obra de arte com ferramentas conhecidas desde a criação da história da arte, apenas pincéis e tintas. Na arte contemporânea, qualquer material imaginário é parte de uma obra, como motor principal na conceção predominante o nosso próprio pensamento e nossas ações.

Tomo a liberdade de exprimir em nome de muitos colegas artistas, o sentimento que nos vai na alma em relação a arte conceptual, que predomina sobre a ideia artística no século XXI. A maioria dos artistas conceptuais priorizam a ideia de popularizar a arte, tornando-a um gigante veículo de comunicação, incutindo este conceito em todos os meios sociais. Interferindo de certa forma no quotidiano, sendo uma ponte entre identidades sociais, promovendo a arte em rotinas de diálogos com a sociedade.

A arte contemporânea é de certa forma um espelho do tempo atual, contagiando o público e obrigando-os a interagirem em diferentes sensações artísticas, não ficando só a desempenhar o papel de espetador, mas sim a participar da obra, interpretar e opinar em relação ao que vê. As características mais importantes na arte contemporânea, para alguns mestres e críticos, é a possibilidade de fazer renascer pinturas e esculturas voltadas para si mesmas e na qual poder-se-á dar formas de arte anteriores que exprimiam ideias de instituições políticas e religiosas.

Hoje em dia a popularização da arte contemporânea globalizou uma pluralidade linguística mais leve ao universo artístico, provocando desta forma um olhar angular muito especial, promovendo no pensamento e no olhar do artista, trabalhar com mais exigências na forma de pensar, produzir, inventar, reinventar, criticar a arte e, assim, ser um referencial no mercado. A arte na nossa sociedade está a assumir proporções gigantescas de grandes valores, isso deixa-nos felizes.

Como sendo um veículo independente de comunicação, as cidades participam e respiram dos sonhos, visões, traços, formas e cores projetados de muitos artistas, onde a sociedade transformou-se em galerias ambulantes, expondo as visões do mundo através dos olhares dos artistas. Assim, entra o conceito da arte contemporânea na sociedade, com espírito de rebeldia e originalidades, caminhando sempre de mãos dadas com a história, indo sempre mais além das nossas imaginações e criando sempre um diálogo com o mundo e uma ponte além-fronteiras, definindo assim a arte como uma expressão artística, mas também uma fonte incomensurável de sabedoria da história e das culturas.

“A arte são os olhares expressivos do universo através do artista. Grato a Deus, pelos Dons da vida, do universo, que me tem proporcionado o melhor para mim. Que minhas caminhadas sejam sempre de luz, que algum dia, nessas estradas caminhem almas nos passos de Jesus“.

Francisco Pinto, Tchico

Francisco Aziz José Harsfouche Pinto, Principal Curator da Nimba Art Gallery. É conhecido no mundo das artes plásticas por «Tchico». Nasceu na Guiné-Bissau, filho de Pai Português e Mãe Libanês, Tchico é o segundo filho de quatro irmãos de uma família humilde e multicultural. O valor familiar e a humildade que lhe é característico reflete no seu modo de vida marcado pelo cariz social, a preocupação com o próximo e o meio ambiente onde está inserido. A arte plástica e o dom associado manifestaram-se muito cedo na sua personalidade. Com apenas 5 Anos de idade já desenhava imitando os livros de banda desenhada. Aos 10 Anos, Tchico já fazia graffitis nas ruas de Bissau. Aos 11 Anos sonhava em ser pintor de profissão e não deixou de o reivindicar. A paixão pela arte era o que lhe corria nas veias levando-o para as ruas de Lisboa espalhar as suas emoções através de graffitis. É precisamente nesse momento que nasce o divórcio entre a clandestinidade amador para um artista plástico profissional, alertado e abordado por um idoso, seu admirador, aconselhando a colocar em tela a sua arte e, consequentemente, assumir a sua veia empreendedora. É um pintor moderno, contemporâneo, estilo abstrato, cubismo, figurativo e um pouco de realismo espontâneo. Utiliza óleo, acrílico e objetos criativos para fazer esculturas nos quadros assim como uma pasta que o próprio criou. Tem traços fortes e tons vibrantes, imprimindo vitalidade e força à sua produção que o torna inconfundível. Tchico é um pintor apaixonado pelo seu trabalho, a pintura é o seu mundo, vive simplesmente na sua alma.

Conheça as obras do Tchico na Nimba Art Gallery.

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