Da Nossa Cultura Para o Mundo

Da Nossa Cultura Para o Mundo

NIMBA | OITO ANOS DE CULTURA SEM FRONTEIRAS

Arte. Literatura. Conhecimento. Identidade. Memória.

Há oito anos começamos a construir um projeto. Não sabíamos até onde nos levaria o caminho. Sabíamos, contudo, aquilo em que acreditávamos: que existem artistas que precisam de espaço para mostrar a sua criação; escritores que merecem encontrar os seus leitores; culturas que precisam de ser conhecidas para além das suas fronteiras; e histórias que não podem ficar por contar.

Foi com esta convicção que, em janeiro de 2018, nasceu a Nimba Art Gallery.

O que começou como uma plataforma dedicada à promoção e valorização da arte foi crescendo, estabelecendo relações, atravessando fronteiras e aproximando pessoas e culturas.

Hoje, oito anos depois, a Nimba transformou-se num verdadeiro ecossistema cultural, onde convivem três dimensões complementares:

Nimba Art Gallery.
Nimba Edições.
Nimba Books.

Três projetos. Uma identidade. Uma visão comum.


AFRICAN HEROES, de Aires Melo
AFRICAN HEROES — Aires Melo, ilustração, tinta-da-china e feltro sobre tela, 130×97 cm

2018 | O INÍCIO DE UMA VISÃO

A Nimba Art Gallery nasceu com uma ambição muito clara: criar oportunidades de promoção, valorização e internacionalização para artistas plásticos, escultores e criadores, com especial atenção aos universos africano, lusófono, sul-americano e latino-americano.

Desde o princípio, recusamos a ideia de que a geografia pudesse determinar o valor ou limitar a projeção de um artista. A arte não conhece fronteiras. E a Nimba também não deveria conhecê-las.

Começou assim um percurso de exposições, representações, encontros, colaborações e parcerias que levaria artistas e obras a diferentes espaços culturais e institucionais.

Lisboa.

Bruxelas.

E, entre outros espaços de particular significado, o Parlamento Europeu.

Ao longo do caminho, a Nimba estabeleceu relações e colaborações com instituições públicas, culturais e diplomáticas, incluindo o Parlamento Europeu, a CPLP — Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, autarquias portuguesas e organizações culturais nacionais e internacionais.

Mas o maior património construído pela Nimba não está apenas nas exposições realizadas. Está nas pessoas. Nos artistas. Nas suas histórias. Nas suas obras. E na possibilidade de proporcionar visibilidade a talentos provenientes de geografias, culturas e experiências muito diferentes.


Capa do livro SILÊNCIO ENTRE DUAS NOTAS, de Teresa Schwarz
“Silêncio Entre Duas Notas”, de Teresa Schwarz — um dos livros que, desde os primeiros passos da Nimba Edições, deu voz à vocação literária da casa.

2019 | QUANDO A ARTE ENCONTROU A PALAVRA

Da experiência da galeria nasceu naturalmente uma nova inquietação.

Se existiam artistas que precisavam de espaço para mostrar as suas obras, também existiam escritores com histórias, investigação, memória e pensamento que precisavam de chegar aos leitores.

No final de 2019 nasceu a Nimba Edições.

A literatura passou então a caminhar ao lado da pintura e da escultura.

Desde o início, a Nimba Edições assumiu uma vocação muito própria: trabalhar com autores já reconhecidos, mas também procurar, descobrir e valorizar novas vozes. Sobretudo vozes oriundas dos espaços africano e lusófono, frequentemente com menor presença nos grandes circuitos editoriais.

Começámos a editar. A aprender. A crescer. Livro depois de livro. Autor depois de autor. História depois de história.

Capa do livro OS ARISTOCRATAS, de Ireneu Vaz
“Os Aristocratas”, de Ireneu Vaz — um dos títulos que, desde os primeiros anos, foi consolidando o catálogo da Nimba Edições.

2020–2021 | CONSTRUIR UMA EDITORA

Os primeiros anos permitiram consolidar progressivamente o projeto editorial.

Romance, poesia, conto, ensaio, investigação, literatura infantil, memória, história, pensamento político e social passaram a integrar um catálogo cada vez mais diverso.

Em 2021, poucos anos depois do início deste percurso, a Nimba Edições já tinha alcançado um marco significativo: cerca de duas dezenas de obras editadas de autores lusófonos e dos PALOP. Nesse mesmo período, a Nimba levou os seus autores e livros à 91.ª Feira do Livro de Lisboa, colocando a produção editorial da casa num dos principais encontros literários portugueses.

A Nimba estava a deixar de ser apenas uma ideia. Estava a tornar-se uma casa. Uma casa para escritores. Uma casa para artistas. Uma casa para diferentes culturas e diferentes maneiras de olhar o mundo.


PALENQUERA, de Ruben Crespo Perez
PALENQUERA — Ruben Crespo Perez, acrílico sobre tela, 110×80 cm

2022–2025 | CONSOLIDAR, RESISTIR E INTERNACIONALIZAR

Nenhum projeto cultural independente se constrói sem dificuldades.

Estes anos foram também anos de aprendizagem, persistência e consolidação.

Continuamos a editar. Continuamos a divulgar. Continuamos a procurar novos autores e artistas. Continuamos a estabelecer pontes entre Portugal, África, Europa e outras geografias. E fomos consolidando uma ideia que permanece no centro de tudo aquilo que fazemos:

um livro não termina quando sai da gráfica e uma obra de arte não termina quando sai do ateliê.

É necessário criar condições para que encontrem público. É necessário comunicar. É necessário distribuir. É necessário internacionalizar. É necessário construir redes. Porque editar significa também cuidar. E representar um artista significa acreditar no valor da sua criação.


2026 | UMA NOVA GERAÇÃO NIMBA

O ano de 2026 representa uma nova etapa.

O percurso realizado pela Nimba Art Gallery e pela Nimba Edições encontrou uma nova casa digital: Nimba Books.

Mais do que uma loja online, a Nimba Books foi concebida como uma plataforma cultural integrada. Um espaço onde literatura e arte passam a coexistir. Onde um leitor pode descobrir um escritor. Onde um colecionador pode conhecer um artista. Onde uma obra criada num determinado território pode ser descoberta por alguém situado a milhares de quilómetros de distância.

A Nimba Books permite-nos começar a fechar um ciclo que perseguimos durante anos:

Criação → Edição → Promoção → Divulgação → Distribuição → Público.

A tecnologia passa, assim, a ser colocada ao serviço da cultura.


O LIVRO COMO ESPAÇO DE PENSAMENTO

Também em 2026, a Nimba Edições aprofundou uma dimensão que consideramos fundamental: a publicação de obras capazes de contribuir para o pensamento e para o debate sobre África e o espaço lusófono.

É nesse contexto que se inscrevem projetos editoriais como “Da Democracia em África”, de Domingos Simões Pereira.

E “Conflito e Instabilidade Política na Guiné-Bissau — Da Conceção do Estado, Comorbidades e Configurações (1980–2025)”, de Tamilton G. Teixeira.

Capa do livro CABRAL KA MURI, de Apolinário Mendes de Carvalho
Símbolo dessa missão editorial: “Cabral Ka Muri — Atualidade do pensamento político de Amílcar Cabral”, de Apolinário Mendes de Carvalho, publicado pela Nimba Edições

São livros diferentes, de autores diferentes e com abordagens distintas.

Mas representam algo em que acreditamos profundamente:

África não pode ser apenas objeto de reflexão produzida a partir de fora.

É fundamental criar espaço para autores, investigadores, intelectuais e protagonistas africanos produzirem, publicarem e internacionalizarem o seu próprio pensamento.

É também para isso que existe uma editora.


MAIS DO QUE PUBLICAR LIVROS

Oito anos de Nimba ensinaram-nos que cultura não se constrói isoladamente.

Constrói-se através de relações.

Entre escritores e leitores. Entre artistas e colecionadores. Entre universidades e investigadores. Entre instituições culturais e comunidades. Entre África e Europa. Entre países de língua portuguesa. Entre gerações. Entre memória e futuro.

Por isso, quando olhamos para aquilo que foi realizado desde janeiro de 2018, não vemos apenas exposições, livros, artistas ou eventos. Vemos pontes. Pontes entre geografias. Pontes entre culturas. Pontes entre pessoas.


MULHER MURSI, de Tutu Sousa
MULHER MURSI — Tutu Sousa, acrílico sobre tela, 90×150 cm

NIMBA É, SOBRETUDO, PESSOAS.

Nenhum destes oito anos teria sido possível sem os artistas que confiaram as suas obras à Nimba.

Sem os escritores que confiaram os seus manuscritos à Nimba Edições. Sem os revisores, designers, investigadores, apresentadores, académicos, músicos, fotógrafos, jornalistas, livreiros e parceiros que foram fazendo parte desta caminhada. Sem as instituições que abriram as suas portas. Sem aqueles que adquiriram uma obra de arte. Sem aqueles que compraram um livro. Sem aqueles que estiveram presentes numa exposição ou num lançamento. E, sobretudo, sem os leitores. Porque cada livro só completa verdadeiramente a sua viagem quando encontra alguém disposto a lê-lo.


2018–2026 | OITO ANOS DEPOIS

Não pretendemos dizer que chegamos ao destino. Pelo contrário. Sentimos que estamos a começar uma nova etapa. Temos ainda muitos escritores para descobrir. Muitos artistas para apresentar. Muitos livros para editar. Muitas obras para levar além-fronteiras. Muitos leitores para encontrar. Muitas pontes para construir. A Nimba continuará a trabalhar para que artistas, escritores e criadores possam encontrar espaço, reconhecimento e público.

Continuaremos a acreditar na literatura. Continuaremos a acreditar na arte. Continuaremos a acreditar na cultura como espaço de liberdade, conhecimento, memória, encontro e desenvolvimento. E continuaremos, sobretudo, a acreditar nas pessoas que criam.


NIMBA | 2018–2026

8 anos a criar pontes.
8 anos a aproximar culturas.
8 anos a promover artistas.
8 anos a publicar autores.
8 anos a levar histórias, pensamento e criação além-fronteiras.

Nimba Art Gallery
Arte que atravessa fronteiras.

Nimba Edições
Livros, autores, conhecimento e memória.

Nimba Books
O ponto de encontro entre livros, arte e público.

Uma história iniciada em 2018.
Uma identidade construída ao longo de oito anos.
Um futuro que estamos apenas a começar a escrever.

NIMBA

Da nossa cultura para o mundo.

Consulta a nossa livraria Nimba Books – www.nimbabooks.com.

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